A Tenda das Palavras



     A escrita é uma das formas mais formidáveis de conhecer o mundo. Lemos o jornal diário, a revista semanal, os e-mails, navegamos por incontáveis sites, sempre interagindo com a palava escrita. Se não concordamos com um posicionamento ou queremos expressar nossa opinião sobre determinado assunto, sacamos outra vez nosso arsenal de palavras e o miramos nas cartas ao leitor por aí.

     Gosto muito da língua portuguesa, das construções ortodoxas, das invenções modernas, dos modismos passageiros etc. Escrever para mim é um presente. Por isso, quando me disponho a reverenciar a tela deste computador, sei que uma inspiração qualquer vai baixar em mim. Não sei de onde vem e qual a destinação da mensagem do texto. Sei apenas que ela virá. 

     Mas não basta apenas gostar a língua e ter inspirações, é preciso também compor textos que contribuam para melhorar o rumo das coisas. De nada adianta escrever aqui textos insípidos com o único fim de fazer volume, alimentar estas páginas por vaidade ou outro motivo menos gratificante.

     Isso não.

     Quero escrever para contribuir, nem que seja com um ramo seco da árvore da esperança, na edificação de um mundo melhor e mais gratificante, de uma humanidade mais fraterna e pura.

     Neste imenso deserto de cegos com visão, onde tempestades vorazes da areia da ignorância dominam os desavisados, nesse mesmo lugar resolvi armar esta frágil Tenda das Palavras. Talvez ela não resista ao sol escaldante do analfabetismo conveniente, nem sobreviva aos assaltantes que rondam este ermo de longas fronteiras.

     Pode ser.

     Mas ainda assim haverá no limite do deserto uma tenda, lugar onde se encontrará uma sombra para descansar os fardos da vida ou mesmo água fresca para saciar a garganta sedenta de opinião.

     Bem vindo à Tenda de Palavras. Sente-se em qualquer canto, descanse nas entrelinhas dos textos, fique para um cafezinho bem brasileiro ou um suco extraído de qualquer fruta bem tropical.


     Um brinde a todos que labutam na língua portuguesa.


Adriano César Curado

2 comentários:

Anônimo disse...

Gostei do blog.

Anônimo disse...

Concordo plenamente com o autor da grande novela TRAVESSIA: "a escrita é uma das formas mais formidáveis de conhecer o mundo". Pena que ainda vivemos num país de tantos analfabetos, e entre os que esccrevem e compreendem textos, poucos têm enfim acesso à internet.