Amor

Hoje quero falar do amor. Sim, é isso mesmo que você leu: A M O R. Parece um pouco batido esse tema, pois muitos já o dissecaram em mil pedacinhos, outros o colocaram na imensidão da lua e não raro os que disseram desconhecê-lo. Mas ainda assim quero falar do amor. Temos o amor próprio e o amor ao outro, aquele que está do nosso lado e nem sempre recebe a atenção que merece. É deste último que quero expor algumas palavras.

Independentemente de qual fé você professe, ou ainda mesmo se não acredita em nada espiritual, em algo, no entanto, não pode deixar de crer: no AMOR! O amor tem que ocorrer em todas as nuances da vida humana, em qualquer lugar que se esteja, não importa o grau de evolução social de cada um. A ato da doação em prol dos outros faz parte da nossa conquista íntima, e tenho certeza de ninguém consegue viver sem isso. E o amor atrai um outro sentimento comunitário chamado solidariedade.

Na pressa do cotidiano, o ponteiro do relógio enlouquecido dispara, o trabalho nos cobra cada vez mais esforço intelectual, a Internet é um desafio que temos de desvendar e num ritmo alucinante, e o trânsito, na contramão de tudo isso, retêm nossos passos à exaustão. Não há quem não beire a loucura diante de tantos dissabores destes tempos ditos modernos.
No entanto, apesar de tudo isso, tem alguém mais infeliz que a gente, pobre criatura que tropeçou nalguma desatenção e agora se senta à margem do caminho e nos olha com olhos de piedade.

Que fazer?

Muitos passam sem olhar para os lados, pois não conhecem a palavra amor. Porém este texto tem a finalidade de chamar você à reflexão. Hoje é aquele infeliz quem lhe suplica socorro, mas amanhã poderá ser você. Quem de nós tem absoluta certeza do futuro? Quem saberá o que o aguarda no dia de amanhã? Não podemos contar nem com o hoje, que dirá com o futuro! É preciso armazenar um pouco da moeda da solidariedade e do amor, para que amanhã não sejamos credores de nós mesmos e vivamos na mendicância da falta de afeto.

Apesar da pressa e do corre-corre do dia-a-dia, não deixe de contribuir para a criação de um mundo melhor. Os tempos atuais são difíceis, ninguém nega isso, mas o amanhã não precisa ser. E para melhorar tudo isso que está lá fora, na edificação de um futuro povoado por criaturas mais evoluídas, todos nós temos de doar um pedacinho de nós mesmos.

Sem doação íntima não haverá paz da terra.

Pense nisso.

by Adriano César Curado

2 comentários:

Anônimo disse...

Eu compreendo que será muito bom se espalharmos o amor por aí, num ato de grandeza imensa. Mas como esperar receber amor diante de tantas injustiças no mundo?
Concordo que devemos fazer a nossa parte, sempre; porém não sei que fazer com a parte que tocará aos outros e aos outros e aos outros.
Como ficará a escola se apenas uns poucos alunos fizerem a lição de casa? Será que não é preciso reestruturar toda a nossa sociedade ocidental?

Ana Aparecida Cunha e Souza

Anônimo disse...

Particularmente, não creio que esse seu propósito possa se realizar com presteza. Acho que o amor não vai triunfar plenamente, quer porque os homens não estão preparados para recebê-lo, quer porque somos ainda crianças incapazes de degustar esse saboroso doce amoroso.

Cassandra Lemes