Os Humanóides


Que dizer das pessoas que furtam as doações de Santa Catarina? Não conheço neste língua uma expressão que possa defini-las convenientemente. Diriam que a palavra mais próxima é vergonhoso, mas creio que podemos dizer também que falta-lhes compaixão e humanidade. Sim, não são humanos ainda. Podem chegar a humanóides, mas humanos não são, pois se o fossem, por certo que se lembrariam dos milhares de desabrigados, dos desesperançosos, dos que não terão um Natal ou um Ano-Novo com dignidade e respeito, se lembrariam também das tantas pessoas mundo afora que se desfizeram de algo que lhes era importante ou mesmo se privaram de certas coisas, para doar.

Mas creio que mais triste ainda é ver membros do Exército Nacional, soldados treinados para defender nos Pátria, metidos nesses atos reprováveis e repugnantes. Que lhes vale um brinquedo, um cesta-básica ou uma roupa usada, diante de tamanha tragédia como aquela que se lhes apresenta diante dos olhos? Não vale nada!

As ações dos humanóides é bem o reflexos destes tempos terríveis em que vivemos atualmente, onde não há mais solidariedade e impera absoluto e egoísmo e o individualismo. Esquecem-se eles, no entanto, que as mesma tragédia que hoje se abate sobre nossos irmãos catarinenses, amanhã poderá visitar-lhes a casa, pois do futuro ninguém tem pleno conhecimento.

O pior dos atos daqueles ladrões da fraternidade alheia é que as doações poderão diminuir ou mesmo desaparecer, caso os doadores não se convençam de que as autoridades locais serão capazes de coibir futuros atos vândalos como esses.

Esperemos na confiança de que isso não se repita mais.

by Adriano César Curado

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