Guerra e paz

Israel e o Hamas acusam um ao outro de violar o cessar-fogo pactuado, numa tentativa de angariar endosso internacional ao mísseis que vão e vêm. Não se sabe realmente quem fala a verdade, enquanto alguns analistas palpitam que ambos mentem e todos têm culpa no cartório.
Se é certo que numa guerra ninguém ganha, sabe-se perfeitamente quem é que perde: a população civil. Impotente ante as bombas que caem sobre suas cabeças, matam seu filhos, destroem suas casas e arrasam a vida de uma comunidade inteira, aos civis só resta um abrigo e o rogo pela sensibilidade dos que detém o poder.

Muitas propostas de paz foram apresentadas para tranquilizar a Faixa de Gaza, mas nenhuma delas conseguiu um consenso satisfatório, pois os dois lados lidam com um fator difícil de conciliar: fanatismo religioso.

Não sou analista político ou estrategista militar, porém tenho minha própria proposta de paz para o Oriente Médio. É a seguinte. O exército de Israel e os militantes do Hamas e demais opositores do povo Judeu, em vez de jogar bombas sobre os civis uns dos outros, dirigem-se à região do deserto e ali praticam a guerra dos tempos antigos, com ética e estratégicas inteligentes. Já que ambos se vangloriam de serem donos da verdade bíblica, nada mais justo que cada qual invocar o amparo de seu deus particular e se enfrentar em campo aberto, sem o refúgio dos abrigos à sombra de crianças e senhoras inocentes.

Terminada a refrega no deserto, vencerá quem tiver a maior potência militar ou o apoio do deus mais violento, e então à outra parte, subjugada pelo bombardeio divino, só restará a submissão aos preceitos do vencedor.

Pronto! Restabeleceu-se a paz na Faixa de Gaza. Tudo tão simples e rápido, que nem sei como não pensaram nisso ainda!

by Adriano César Curado

Um comentário:

Anônimo disse...

Rapaz, adorei este seu texto, pois é de pessoas inteligentes como vc que o mundo está precisando. Faltam talentos por aí e seu modo de pensar é excelente. Mas sua solução para a paz na Faixa de Gaza não pode ser executada, já que o Hamas é composto de um monte de bundões.

Célio Flávio Andrada