Histórias não contadas

Uma leitura que eu recomendo é do recém-lançado livro “Histórias não Contadas”, do Mons. Nelson Rafael Fleury (Editora da PUC/GO, Goiânia: 2010) , um filho de Pirenópolis, sacerdote da Igreja Católica, que narra as aventuras de sua longa vida sacerdotal. O Capítulo III é dedicado à cidade de Pirenópolis e conta histórias interessantíssimas acontecidas entre os anos de 1956/7.

Selecionei o texto “Colégio das Irmãs”, página 45, para mostrar o valor da obra:

Tínhamos, em Pirenópolis, o Internato das Irmãs Carmelitas da Divina Providência. Essa congregação religiosa tinha a sua sede em Mariana, Minas Gerais, e dependia juridicamente do Arcebispado de Mariana. Nosso Arcebispo, que era irmão do Arcebispo de Mariana, conseguiu a vinda das irmãs para Pirenópolis. O prédio foi construído pelo fabriqueiro da Paróquia, o benemérito Comendador Cristóvão de Oliveira. Dom Emanuel, que construiu colégios em várias cidades de Goiás, me disse, um dia, que o único lugar do Estado em que precisou comprar o terreno para colégio foi em Pirenópolis. Nas outras cidades sempre os terrenos foram doados.

Na compra do terreno e na construção dos primeiros pavilhões do colégio, foram aplicados recursos obtidos na alienação de quase todo o patrimônio de Nossa Senhora Santana do Rio do Peixe. O prédio ficou ao lado da mimosa Igreja do Carmo, que servia para as atividades religiosas das irmãs, as quais cuidavam muito bem da Capela.

Quando cheguei a Pirenópolis, em 1956, o colégio estava funcionando de vento em popa. Eram mais ou menos doze irmãs, umas sessenta internas mais as alunas da escola doméstica e um grande número de externas”.

Atualmente, o Colégio das Irmãs é o asilo Aldeia da Paz, coordenado pela Irmã Maria de Deus e vive de doações e da renda da confecção que lá existe.

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