Dia de Finados


     Respeitadas as crenças e convicções individuais, quem vai ao cemitério na data de Finados encontra uma rede consumista bem estruturada. É o capitalismo que já se infiltrou em todas as datas importantes para os brasileiros. No Natal, muitos já nem se lembram do aniversariante. Na Páscoa, não há comunhão espiritual entre pessoas, mas tão só coelhos e ovos de chocolate da cultura estadunidense. Nos dias dos pais, então, cadê aquele abraço fraterno e esperado?

     Agora temos Finados como a grande celebração da gastança. Nos cemitérios, que passam o restante do ano esquecidos, filas imensas de gente com mapas nas mãos, à procura do túmulo que só visitou no ano passado. E tome gastos. Flores, enfeites, lavagem dos mausoléus etc., tudo muito bem superfaturado, obviamente. Cada um quer que a última morada do seu ente querido tenha mais ostentação que a vizinhança.

     Preocupa-me muito esse consumismo sem limites do brasileiro. Importamos modos de viver de culturas alienígenas e assim corremos o risco de perder nossa verdadeira essência.

by Adriano César Curado

8 comentários:

Marilia disse...

Você tem toda razão, o consumismo desenfreado estão tomando conta do nosso espírito. Se nem lá nos EUA a coisa deu certo, muito menos dará por cá, nestes rincões de pobreza. Adorei sua postagem e seu blog e por isso passo a seguir você de agora em diante. Beijos.

Alê disse...

Adriano,

Aqueles que se foram mas significaram, sempre nos serão eternos,

Que nossas saudades sejam sempre para que jamais os esqueçamos,


Bjka

Bruno Gaspari disse...

Parabéns pelo post e por seu blog também, abraço!

Severa Cabral(escritora) disse...

Belo dia florido prá ti!
Folhas de Outono chega para matar saudades !
Saudades de tuas escritas e de vc tbm.Estava privada de fazer uma das coisas que mais gosto de fazer que é te ler,kkkkkkkkk,mas agora posso sim,logo hj que vc deixou uma belissimo texto reflexivo para nossa imaginação...
Sinto saudades das tuas visitas por lá...
bjs

Marly Bastos disse...

Pois é , é isso mesmo! Consumismo! Meus entes queridos eu guardo no coração e pago taxa para manutenção do túmulo. No dia de finados nem passo perto de cemitério, e ja avisei, se quiserem me dar flores, que seja em vida, depois de morta não vejo a beleza e nem sinto o aroma.
Tudo que antigamente era precioso e tinha uma significação, hoje se tornou apenas comércio, como bem disse.
Beijokas doces!

Carla Alencastro disse...

É uma pena que até a recordação dos mortos tenha se tornado comércio. Vc abordou bem o assunto. Meus parabéns. Beijinhos.

Lilian disse...

O comércio capitalista vai tomando conta de tudo e só nós não notamos nisso. Parabéns pela postagem, meu lindo e um beijão.

Fernanda Soares disse...

É a comercialização até da fé.