Ao cair da morna tarde de verão


Na doce cadência do tempo
Relembro de relance
Um sonho bem distante
Das duas moças no balanço
Ao cair da morna tarde de verão.

 Brincavam ao sabor do vento,
Vestidos longos transparentes,
Alma pura e translúcida,
Semblante feliz e sereno,
Na praia deserta lá nas lonjuras.

E eu as vi brincando meninices,
Risos, gritinhos, gargalhadas,
Doce desabrochar da flor,
A espalhar perfumes incontestes,
 Ao cair da morna tarde de verão.

Adriano Curado
 

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